Edvard Munch é lembrado mundialmente como o autor de O Grito, uma das imagens mais impactantes já criadas por um ser humano. Mas quem foi o homem por trás do ícone? Quais fantasmas guiavam suas pinceladas? O novo documentário “Munch: Amor, Fantasmas e Vampiras”, com distribuição da Autoral Filmes, chega aos cinemas brasileiros em 11 de dezembro disposto a visitar esse território emocional, frágil, profundo e desconhecido.
Dirigido por Michele Mally, o longa é uma jornada pelo pensamento do artista norueguês, figura fundamental para o modernismo e para a arte expressionista. A obra convida o espectador a enxergar Munch não apenas como um pintor célebre, mas como um experimentador inquieto, marcado por perdas, paixões intensas e uma relação quase espiritual com a ideia de tempo, tema que atravessa toda a sua produção.
O filme estará em cartaz em cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Florianópolis. As demais praças e atualizações podem ser conferidas nas redes sociais da @autoral_filmes.
Muito além de O Grito
Se uma pintura se tornou símbolo do século XX, o restante de sua obra, composta por 28 mil peças entre quadros, gravuras, rascunhos, fotografias e experimentos com cinema, segue sendo um oceano ainda não totalmente explorado. Isso muda com o novo Museu MUNCH em Oslo, um arranha-céu inaugurado em 2021 para abrigar todo esse legado monumental, que serve de base para novas leituras sobre sua trajetória.

A entrada num mundo assombrado pelo amor
O documentário mistura investigação histórica com poesia visual. A atriz Ingrid Bolsø Berdal conduz o público por paisagens que moldaram o pintor: as praias geladas de Åsgårdstrand, as montanhas de seus antepassados e a casa em Ekely, onde passou décadas sozinho, cercado apenas por animais e lembranças.
Depoimentos de curadores e especialistas, como Jon-Ove Steihaug, Giulia Bartrum e Frode Sandvik, dão profundidade à narrativa, analisando obsessões recorrentes, a dor, a saudade, o amor vampírico e a presença constante de fantasmas pessoais que Munch insistia em revisitar.
Pintar para sobreviver ao tempo
“Munch” defende que sua arte não é registro do que se vê, mas do que permanece mesmo depois que o olhar se fecha.
O próprio artista disse certa vez: “Não pinto o que vejo, mas o que vi.”

Por isso repetia temas, refazia telas, retornava às mesmas imagens como quem tenta capturar um sentimento antes que ele desapareça. Sua produção se torna, então, uma ponte entre o presente e o que já se perdeu.
Munch: Amor, Fantasmas e Vampiras é uma viagem pela mente de um criador que usou a arte para enfrentar seus medos, e que, ao transformar dor em imagem, deixou uma marca eterna na humanidade.
Dia 11 de dezembro, nós também poderemos entrar nesse universo feito de silêncio, ecos… e gritos que nunca se calam.

Munch: Amor, Fantasmas e Vampiras” (“Munch: Love, Ghosts and Lady Vampires”), de Michele Mally
Estreia nos cinemas brasileiros dia 11 de dezembro de 2025
País: Itália | Gênero: Documentário biográfico | Duração: 90min
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Direção: Michele Mally
Roteiro original: Michele Mally
Roteiro: Arianna Marelli e Michele Mally
Produtora executiva: Gloria Bogi
Montagem: Stefania Calatroni
Cenografia: Marco Alfieri
Direção de fotografia: Mateusz Stolecki
Produzido por: Didi Gnocchi para 3D Produzioni e Franco Di Sarro para Nexo Digital
Narração: Ingrid Bolsø Berdal
Elenco: Leif Ove Andsnes (pianista), Giulia Bartrum (historiadora da arte), Øivind Lorentz Storm Bjerke (historiador da arte), Elio Grazioli (historiador da arte), Stein Olav Henrichsen (diretor do MUNCH, Oslo), Erik Höök (diretor do Strindbergsmuseet, Estocolmo), Iver Kleive (compositor), Siri Kval Ødegård (soprano e empreendedora), Carl-Johan Olsson (curador de pintura do século XIX, Nationalmuseum, Estocolmo), Sue Prideaux (escritora e biógrafa), Frode Sandvik (curador do Kode, Bergen), Linn Solheim (restauradora de pinturas), Jon-Ove Steihaug (chefe de exposições e coleções, MUNCH, Oslo) e Gunnhild Øyehaug (escritora).


