O thriller policial “Caso 137” (“Dossier 137”), dirigido por Dominik Moll, já tem data para estrear nos cinemas brasileiros. O longa, que traz Léa Drucker no papel principal, chega às telonas no dia 16 de abril, com distribuição da Autoral Filmes.
A trama acompanha Stéphanie, uma investigadora da corregedoria da polícia francesa encarregada de analisar um caso delicado: um jovem foi gravemente ferido durante uma manifestação marcada por tensão e confrontos nas ruas de Paris. Inicialmente, o processo não aponta indícios claros de conduta irregular por parte dos policiais envolvidos. No entanto, a investigação ganha um novo peso quando Stéphanie descobre que a vítima tem ligação com sua cidade natal, tornando o caso inesperadamente pessoal.
O longa teve sua première mundial na competição principal do Festival de Cannes, onde disputou a prestigiosa Palma de Ouro. Posteriormente, também se destacou no Prêmio César, considerado o equivalente francês ao Oscar, recebendo oito indicações e conquistando o troféu de melhor atriz para Léa Drucker, que já havia sido premiada anteriormente por seu trabalho em Custódia.
“Primeiramente, trata-se de uma investigação cativante, muito precisa e técnica, que se transforma em uma obsessão para a policial“, destaca Léa, sobre sua impressão inicial ao ler o roteiro. “Mas o que realmente me impressionou foi a jornada de Stéphanie, sua personagem. No final, fiquei tomada pela emoção. Acho que foi o contraste entre seu rigor extremo e sua humanidade que me impactou“, acrescenta.

Na França, o filme também conquistou o público, superando 750 mil ingressos vendidos nas salas de cinema. O papel em “Caso 137” rendeu à atriz seu segundo César. Sobre a personagem, ela comenta: “Achei a personagem muito comovente. Em uma situação de crise onde a violência dos relacionamentos parece destruir tudo, ela exala muita humanidade. E também inquietação”. A artista ainda reforça a força do projeto: “É o tipo de papel que não se encontra todos os dias. O filme levanta questões importantes sobre a sociedade sem ser moralista. E, ao ler o roteiro, já era possível sentir seu enorme poder cinematográfico”.
A inspiração para a história veio do interesse de Dominik Moll pelo funcionamento da IGPN, setor responsável por investigar a atuação de policiais na França. Segundo o diretor, o trabalho desses profissionais envolve uma posição delicada dentro da corporação.
“Por serem policiais investigando outros policiais, esses homens e mulheres se encontram em uma posição desconfortável“, avalia. “São vistos de forma negativa, frequentemente desprezados e às vezes odiados por seus colegas, enquanto são criticados simultaneamente por certos veículos de comunicação que os acusam de serem juízes e júri“, complementa.
O realizador explica que esse cenário de conflitos e pressões foi o ponto de partida para o desenvolvimento da narrativa. “Essas tensões me interessaram e, intuitivamente, senti que havia caminhos interessantes para explorar em uma obra de ficção”, aponta o diretor de Harry Chegou para Ajudar. “Como alguém lida com o fato de estar no meio de um fogo cruzado? E com a necessidade de investigar colegas que não fazem segredo de sua animosidade?”, questiona Moll, que escreveu o roteiro ao lado de seu colaborador frequente, Gilles Marchand.
Além do reconhecimento em festivais e premiações, o longa também recebeu elogios da crítica internacional. O site The Hollywood Reporter destacou a precisão narrativa do diretor, observando que o filme levanta dilemas complexos e sem respostas simples. Já a revista Variety classificou a atuação de Drucker como “soberba” e descreveu o thriller como “impactante e eficaz”. Para o portal Collider, a produção pode ser vista como “uma versão francesa emocionante e realista” da série The Wire.

“Caso 137” (“Dossier 137”), de Dominik Moll
Thriller Policial | 2025 | 115 minutos | Verifique a classificação indicativa
Estreia no circuito comercial brasileiro: dia 16 de abril de 2026
Ficha técnica
Direção: Dominik Moll
Roteiro: Dominik Moll e Gilles Marchand
Fotografia: Patrick Ghiringhelli
Trilha sonora original: Olivier Marguerit
Direção de arte: Emmanuelle Duplay
Direção de elenco: Agathe Hassenforder e Fanny de Donceel
1º assistente de direção: Thierry Verrier
Engenheiro de som: François Maurel
Montagem: Laurent Rouan
Edição de som: Rym Debbarh-Mounir
Mixagem: Nathalie Vidal
Continuísta: Cathy Mlakar
Figurino: Dorothée Guiraud
Maquiagem e cabelo: Kaatje Van Damme
Produzido por: Caroline Benjo, Barbara Letellier e Carole Scotta
Produtor associado: Simon Arnal
Elenco principal: Léa Drucker (Stéphanie), Jonathan Turnbull (Benoît), Mathilde Roehrich (Carole), Pascal Sangla (Marc), Claire Bodson (Valérie), Florence Viala (Mme Jarry) e Hélène Alexandridis (Mme Nicollet)


