A história do The Rose nunca foi linear e talvez seja justamente isso que torne sua trajetória tão poderosa. Após alcançar reconhecimento global, encarar expectativas sufocantes e atravessar um hiato que colocou tudo em xeque, a banda sul-coreana retorna ao centro do palco com algo raro na indústria musical: controle total sobre sua própria narrativa. Essa jornada ganha forma no documentário THE ROSE: COME BACK TO ME, que estreia em 14 de fevereiro, com distribuição da Sato Company.
Longe de ser apenas um registro de turnê, o filme mergulha no lado menos glamouroso da fama. A câmera acompanha de perto os bastidores do retorno do grupo aos palcos, revelando conversas íntimas, momentos de exaustão, inseguranças e escolhas difíceis. Em vez de reforçar a imagem idealizada de ídolos inalcançáveis, o documentário opta por mostrar artistas reais, lidando com os limites impostos por uma indústria que, muitas vezes, transforma sucesso em uma “gaiola dourada”.
Ao longo do filme, o The Rose reflete sobre os anos de pausa, o impacto emocional desse período e a necessidade de reconstruir não apenas a carreira, mas também a relação entre os próprios integrantes e com a música. A busca por independência criativa surge como um dos eixos centrais da narrativa, revelando o esforço do grupo para criar um ambiente mais saudável, onde a arte não seja engolida pelas engrenagens do mercado.
“Come Back To Me” também se destaca por ir além da história da banda e tocar em questões mais amplas. O documentário confronta estereótipos profundamente enraizados sobre ídolos asiáticos, especialmente homens, ao apresentá-los como músicos de rock intensos, vulneráveis e contraditórios distantes das imagens rígidas frequentemente associadas à indústria do entretenimento sul-coreano.

Entre apresentações marcantes e momentos de silêncio longe dos holofotes, o filme constrói um retrato honesto de um grupo que decidiu recomeçar sem abrir mão de quem realmente é. Mais do que um retorno, THE ROSE: COME BACK TO ME se apresenta como um manifesto sobre liberdade artística, amadurecimento e a coragem de escolher um caminho próprio mesmo quando isso significa desafiar tudo o que se espera de você.


