×

A Morte de Robin Hood chega aos cinemas nesta quinta (13); confira 5 motivos para assistir

Uma das lendas mais conhecidas da cultura medieval está prestes a ganhar uma versão completamente diferente nas telonas. A Morte de Robin Hood, novo filme da A24 distribuído no Brasil pela Imagem Filmes, estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 13 de agosto, apresentando uma releitura sombria, brutal e muito mais humana da história do famoso fora da lei. Dirigido por Michael Sarnoski, de Pig e Um Lugar Silencioso: Dia Um, o longa traz Hugh Jackman no papel de Robin Hood, acompanhado por Jodie Comer, Bill Skarsgård, Murray Bartlett, Noah Jupe e Faith Delaney.

Diferentemente das versões tradicionais, o filme não acompanha o herói em seu auge, mas um homem envelhecido e marcado pelas escolhas de seu passado. Depois de sobreviver a uma batalha, Robin é levado para um priorado isolado e recebe ajuda da Irmã Brigid, interpretada por Jodie Comer. A partir desse encontro, a produção transforma a conhecida lenda em uma história sobre violência, culpa, arrependimento e a possibilidade de redenção.

Se você está pensando em aproveitar a estreia para conferir o longa na tela grande, reunimos cinco motivos que fazem de A Morte de Robin Hood uma produção que merece atenção nos cinemas.

1. Uma versão de Robin Hood que foge completamente do convencional

Esqueça o Robin Hood alegre, aventureiro e sempre pronto para uma nova missão na floresta. A proposta de Michael Sarnoski é justamente desconstruir essa imagem e mostrar o que poderia existir por trás da lenda.

A história apresenta Robin já no fim de sua trajetória, vivendo com as consequências de uma vida marcada pela violência. O filme parte de uma antiga balada medieval sobre a morte do personagem, mas modifica completamente a relação entre Robin e a prioresa responsável por seus últimos momentos. Aqui, a figura que tradicionalmente seria vista como sua inimiga se transforma em alguém capaz de oferecer uma chance de salvação.

O resultado é uma abordagem muito mais próxima de um drama histórico do que de uma aventura medieval tradicional, tornando essa nova versão especialmente interessante para quem já conhece outras interpretações do personagem.

2. Hugh Jackman em uma de suas performances mais sombrias

Hugh Jackman é outro grande motivo para colocar o filme na lista de estreias para conferir nesta semana. O ator interpreta um Robin Hood distante de qualquer idealização, um homem envelhecido, ferido e emocionalmente desgastado por tudo o que viveu.

A produção explora justamente esse lado mais vulnerável do personagem. Em vez de mostrar um herói tentando salvar o mundo, Jackman interpreta alguém que precisa lidar com seus próprios erros e questionar se ainda é possível mudar depois de uma vida inteira marcada pela violência. A caracterização física também merece atenção. Figurino, maquiagem, cabelo e próteses foram utilizados para criar um protagonista castigado pelo tempo, fazendo com que o desgaste de Robin seja percebido antes mesmo de suas ações.

3. Um elenco que reúne grandes nomes e novas gerações

Jackman não está sozinho nessa jornada. Jodie Comer assume o papel da Irmã Brigid, personagem fundamental para a transformação do protagonista. A atriz ajuda a construir uma relação muito mais íntima entre os dois, baseada em confrontos, confiança e na tentativa de compreender quem Robin realmente é.

O elenco ainda conta com Bill Skarsgård como Pequeno João, antigo companheiro de Robin, além de Murray Bartlett, Noah Jupe e Faith Delaney. Cada personagem possui sua própria relação com a violência e com os acontecimentos que cercam o protagonista, ampliando a história para além da figura central. Essa combinação entre nomes já consagrados e jovens talentos também ajuda a criar diferentes perspectivas dentro da narrativa, fazendo com que o priorado se transforme em um espaço onde personagens com histórias muito diferentes acabam se encontrando.

4. Um espetáculo visual pensado para a tela grande

Se existe um bom motivo para conferir A Morte de Robin Hood no cinema, é justamente sua construção visual. Michael Sarnoski e o diretor de fotografia Pat Scola decidiram filmar a produção em película, buscando uma textura mais orgânica e uma aparência que combinasse com o período histórico retratado.

As gravações aconteceram em locações reais na Irlanda do Norte, aproveitando paisagens naturais para construir uma versão mais crua e realista da Inglaterra medieval. A fotografia também muda conforme a trajetória de Robin avança: os momentos mais violentos possuem uma atmosfera fria e pesada, enquanto o priorado ganha gradualmente tons mais quentes.

Até o enquadramento acompanha essa transformação, passando de imagens mais abertas e grandiosas para uma composição mais fechada e intimista quando a história começa a se concentrar nos conflitos internos do protagonista. É justamente o tipo de trabalho visual que ganha uma dimensão diferente quando visto em uma tela grande.

5. Efeitos práticos que deixam a violência ainda mais real

Outro diferencial da produção está na decisão de apostar em efeitos práticos para boa parte das cenas mais violentas. Em vez de depender exclusivamente de CGI, a equipe criou fisicamente ferimentos, próteses, flechas e diferentes estágios de cicatrização utilizados pelos personagens.

A caracterização de Murray Bartlett foi construída com próteses, enquanto Bill Skarsgård recebeu enchimentos para modificar fisicamente sua aparência e transmitir a imponência de Pequeno João. As armas utilizadas no longa também foram produzidas especialmente para a produção pelo armeiro Tommy Dunne, conhecido por trabalhos em Game of Thrones e Coração Valente. Essa preocupação com o aspecto físico também aparece nas cenas de batalha e nos momentos mais brutais da história. O objetivo é fazer com que a violência tenha peso e consequência, reforçando a proposta de apresentar uma Idade Média menos romantizada.

Uma nova história para uma lenda conhecida

Com uma proposta diferente, um elenco de peso e uma produção visual que aposta em película, locações reais e efeitos práticos, A Morte de Robin Hood chega aos cinemas com a missão de apresentar ao público uma versão muito mais sombria do lendário personagem.

O filme não pretende simplesmente repetir a história que todos conhecem. Ao colocar Robin no fim de sua vida e obrigá-lo a confrontar as consequências de suas escolhas, Michael Sarnoski transforma uma antiga lenda em um drama sobre arrependimento, violência e redenção. Para quem procura uma estreia diferente nesta semana, A Morte de Robin Hood chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 13 de agosto, com distribuição da Imagem Filmes.

Jornalista profissional MTB nº 0100565/SP e fundador do ON Pop Life. Especializado em Cultura Pop, Geek e Asiática, produz notícias, reviews e coberturas de cinema, games, música, animes e grandes eventos de entretenimento.

Filmes