A cultura do horror ganhou proporções ainda maiores em São Paulo nos dias 17 e 18 de outubro, quando a Horror Expo 2026 ocupou o Expo Barra Funda com uma programação repleta de atrações, convidados internacionais, apresentações musicais, exposições e atividades interativas. Acompanhamos de perto a evolução do evento, que neste ano apresentou uma estrutura ampliada e uma experiência muito mais completa para os fãs do gênero.
Uma das principais novidades foi a divisão da programação em dois palcos. O espaço principal recebeu shows e convidados internacionais que marcaram a história do cinema e da televisão, enquanto o segundo palco foi dedicado a conversas e encontros com profissionais brasileiros de diferentes segmentos, incluindo quadrinhos, audiovisual e criação de conteúdo para a internet.
Entre os nomes mais aguardados estavam artistas que ajudaram a construir o imaginário do terror. Mark Pellegrino, conhecido por interpretar Lúcifer em Supernatural e Jacob em Lost, participou de bate-papos nos dois dias. Durante a conversa sobre Supernatural, falou sobre a experiência de viver um dos personagens mais marcantes da produção, os desafios da interpretação e o carinho que desenvolveu pelo papel.

Outra presença especial foi Eileen Dietz, eternizada como Pazuzu e também associada à personagem Regan MacNeil, de O Exorcista. A atriz compartilhou histórias dos bastidores da produção e revelou curiosidades sobre as gravações. Entre elas, contou que a cena de Pazuzu foi a última a ser filmada e que, apesar da aparência assustadora, não sentia medo durante o trabalho. Para se distrair enquanto estava caracterizada, costumava cantar ao se olhar no espelho. Ela também comentou que voltaria a fazer o filme inteiro se tivesse oportunidade e demonstrou sentir falta da presença do demônio nas produções posteriores.
Douglas Tait, conhecido por interpretar personagens icônicos como Jason Voorhees em Freddy vs. Jason e Michael Myers em Halloween Kills, também esteve entre os convidados. O ator falou sobre as exigências físicas envolvidas em dar vida a figuras tão conhecidas do terror, a preparação necessária para utilizar os figurinos e o desejo de continuar explorando outros grandes vilões do cinema.
A programação internacional contou ainda com Chris Fehn, ex-percussionista do Slipknot, reconhecido pela famosa máscara inspirada em Pinóquio. Durante sua participação, ele relembrou seu primeiro contato com filmes de terror na infância e compartilhou uma curiosidade: apesar da associação visual com o universo sombrio, o gênero não está entre seus favoritos.

Se os encontros com os artistas já eram motivo suficiente para visitar a Horror Expo, as atividades espalhadas pelo pavilhão ajudaram a transformar a experiência em algo ainda mais interessante.
Um dos destaques foram as quatro salas de Escape Room, que colocavam os participantes diante de desafios que exigiam raciocínio, observação e trabalho em equipe. Os ambientes foram inspirados em diferentes cenários: um hotel, um ônibus, um circo e uma mansão. Cada espaço apresentava uma proposta própria, convidando os visitantes a solucionar enigmas e encontrar caminhos para concluir os desafios.
A área de expositores também impressionou pela diversidade. Havia opções para praticamente todos os gostos, desde livros, roupas e acessórios até esculturas, maquiagens artísticas e peças colecionáveis. O trabalho dos artistas independentes ganhou bastante visibilidade, proporcionando aos visitantes a oportunidade de conhecer e adquirir produtos feitos por profissionais que vivem e respiram a cultura do horror.
Outro ponto que merece destaque foi a presença dos cosplayers. Personagens conhecidos do cinema, dos games, dos animes e das séries circularam pelo evento com produções elaboradas, algumas tão realistas e assustadoras que pareciam ter saído diretamente das telas. O clima de interação entre os participantes contribuiu bastante para a atmosfera da convenção. Também foi especialmente interessante observar a participação das crianças, muitas acompanhadas pelos pais e completamente envolvidas com seus personagens favoritos.

Além das opções gastronômicas tradicionais, o público encontrou barracas de doces temáticos distribuídas pelo evento, um espaço dedicado a bebidas alcoólicas e até uma área exclusiva para sorvetes.
Os preços também chamaram a atenção positivamente. Embora não fossem propriamente baratos, estavam mais acessíveis em comparação com os valores frequentemente encontrados em grandes eventos realizados na capital paulista. A organização desse espaço facilitou os momentos de descanso e confraternização entre os visitantes.
Mesmo com uma quantidade expressiva de pessoas circulando pelos corredores, a edição apresentou uma movimentação mais tranquila. As filas estavam mais rápidas e o deslocamento entre as atrações funcionou muito bem, contribuindo para aproveitar mais atividades sem perder tanto tempo esperando.
A ambientação também merece reconhecimento. Música e apresentações fizeram parte dos diferentes ambientes, enquanto o concurso de cosplay trouxe performances que combinaram criatividade, caracterização e muita personalidade.
E, para quem acompanha música japonesa, houve uma surpresa bastante agradável: diversos videoclipes de J-Rock apareceram nos telões ao longo dos dois dias, incluindo videos do ASIAN KUNG-FU GENERATION e do BABYMETAL. Uma presença que ampliou ainda mais a diversidade musical da programação.

A Horror Expo 2026 conseguiu entregar uma edição bastante completa, demonstrando uma evolução importante em sua estrutura e organização. Embora já conhecesse o evento, esta foi a primeira vez que tive a oportunidade de acompanhá-lo oficialmente como imprensa pelo ON Pop Life, o que proporcionou uma perspectiva diferente sobre a experiência e suas atrações. Foi interessante observar a dimensão que a convenção alcançou, com uma programação diversificada, convidados internacionais e espaços muito mais bem distribuídos.
Os convidados internacionais foram um dos grandes atrativos, mas seria injusto limitar o sucesso do evento apenas às participações especiais. Os artistas independentes, os cosplayers, as salas de Escape Room, a gastronomia e a programação dos palcos ajudaram a construir uma convenção que conseguiu agradar diferentes perfis de visitantes. Outro mérito foi conseguir receber um público numeroso sem comprometer tanto a circulação e o acesso às atrações, algo que nem sempre funciona bem em eventos desse porte.
A edição de 2026 mostrou que a Horror Expo está amadurecendo e encontrando maneiras de expandir sua proposta. Para quem gosta de cinema de terror, fantasia sombria, maquiagem artística, colecionáveis e toda a cultura que envolve esse universo, foi um fim de semana repleto de experiências.
Nossa avaliação é bastante positiva. A Horror Expo 2026 não apenas cumpriu a promessa de crescer, como entregou uma experiência mais organizada, diversificada e envolvente. Já estamos na expectativa pelo que vem na próxima edição!
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