No centro da nova geração está o AMD Ryzen AI Max+ PRO 495, processador desenvolvido para atender cargas de trabalho que exigem alto desempenho em inteligência artificial. Sistemas baseados no chip podem oferecer até 192 GB de memória unificada, capacidade que permite trabalhar localmente e de maneira mais fluida com modelos de IA de até 300 bilhões de parâmetros, segundo a AMD. A configuração abre novas possibilidades principalmente para desenvolvedores e profissionais que precisam lidar com modelos de grande escala diretamente em seus computadores.
A proposta também contempla aplicações baseadas em múltiplos agentes de IA, nas quais diferentes agentes podem executar, compartilhar e coordenar tarefas dentro de um mesmo fluxo de trabalho. Além do ganho de desempenho, o processamento local reduz a necessidade de recorrer constantemente a serviços em nuvem, permitindo que determinados dados permaneçam no próprio computador e oferecendo maior controle sobre as informações utilizadas pelas aplicações.
Entre os primeiros equipamentos equipados com a nova plataforma está o HP ZBook Ultra G3a, workstation móvel de 16 polegadas desenvolvida para combinar portabilidade e capacidade de processamento de IA. O computador chega com o Perplexity Computer pré-instalado e tem como público profissionais que precisam executar cargas de trabalho avançadas em diferentes ambientes, sem depender exclusivamente de uma estação de trabalho fixa.

Para quem prefere desktops, Framework Desktop e GMKtec EVO-X5 Pro também adotam a plataforma da AMD. Os dois modelos apostam em formatos compactos para oferecer processamento local de inteligência artificial, podendo ser utilizados em atividades como desenvolvimento, testes e execução de diferentes aplicações e modelos de IA.
Outro equipamento previsto é o Lenovo ThinkCentre X Ultra, apresentado durante a IFA 2026. Com apenas 1,6 litro de volume, a workstation ultracompacta foi projetada principalmente para ambientes corporativos e possui arquitetura preparada para trabalhar em clusters. Dessa forma, diferentes sistemas podem ser utilizados em conjunto para ampliar a capacidade disponível diante de cargas de trabalho agênticas mais exigentes.
Com a chegada dos novos computadores, a AMD busca ampliar o acesso ao processamento avançado de inteligência artificial em diferentes formatos de PCs, indo de workstations móveis a desktops compactos. A estratégia permite que desenvolvimento, testes e execução de aplicações de IA agêntica ocorram diretamente nas máquinas, reduzindo a dependência de serviços externos e colocando desempenho, privacidade e controle dos dados entre os principais pilares da plataforma.
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