Poucos filmes de animação conseguiram atravessar gerações e permanecer tão influentes quanto Akira. Lançado originalmente no Japão em 1988, o longa dirigido por Katsuhiro Otomo se tornou uma das obras mais importantes da animação japonesa e ajudou a levar o anime para públicos muito além do Japão. Agora, mais de três décadas depois de sua estreia brasileira, o clássico volta às telonas em uma versão remasterizada em 4K.
A nova exibição chega aos cinemas brasileiros a partir de 27 de agosto, em uma ação especial da Sato Company, responsável pela distribuição do filme no país. Para muitos fãs, a oportunidade representa a chance de finalmente assistir ao clássico na tela grande, enquanto uma nova geração poderá conhecer uma obra que ajudou a moldar boa parte da cultura pop contemporânea.
A história de Akira se passa em uma Tóquio reconstruída após uma enorme explosão que deu origem a uma cidade futurista, caótica e marcada por conflitos políticos e sociais. Nesse cenário, gangues de motociclistas disputam território enquanto o governo conduz experimentos secretos envolvendo poderes que ultrapassam os limites humanos.
Durante uma perseguição pelas ruas da cidade, Tetsuo, integrante da gangue Cápsulas, sofre um acidente após encontrar uma misteriosa criança. O jovem é levado pelas autoridades e passa a ser submetido a experiências conduzidas pelo Exército. A partir desse momento, sua vida muda completamente. Enquanto os poderes de Tetsuo começam a se manifestar de maneira cada vez mais intensa, seu amigo Kaneda tenta descobrir o que realmente aconteceu. A investigação o coloca no centro de uma conspiração envolvendo o governo, militares, experimentos científicos e a figura enigmática de Akira, cuja existência está ligada aos acontecimentos que transformaram Tóquio.
Akira se tornou uma referência estética e narrativa para produções realizadas em diferentes partes do mundo. Sua representação de uma metrópole futurista, a violência, os questionamentos políticos e a abordagem de temas como poder, tecnologia e identidade ajudaram a estabelecer novos padrões para a animação adulta.
A influência do filme pode ser percebida em uma enorme variedade de produções. Obras como Stranger Things, Matrix, Pokémon, Demon Slayer, Cyberpunk 2077, Looper: Assassinos do Futuro e Poder Sem Limites são frequentemente associadas ao legado visual ou temático de Akira. Até mesmo o videoclipe de “Scream”, de Michael Jackson e Janet Jackson, apresenta referências visuais que remetem diretamente ao clássico japonês. A influência também ultrapassou o universo da animação e dos videogames, alcançando o cinema, a televisão, a música e diferentes manifestações da cultura pop. Décadas após seu lançamento, elementos de sua estética continuam sendo utilizados e reinterpretados por artistas e produtores de diversas áreas.
No Brasil, a relação do público com Akira também possui uma longa história. O filme chegou aos cinemas brasileiros em 1991, distribuído pela Sato Company, e desde então conquistou uma geração de fãs. O novo lançamento permite reviver essa trajetória e, ao mesmo tempo, apresentar a produção para espectadores que nunca tiveram a oportunidade de vê-la em uma tela de cinema.

A remasterização em 4K é outro atrativo importante do relançamento. A atualização proporciona uma apresentação visual mais detalhada, valorizando os cenários, a iluminação, as cenas de ação e o trabalho de animação que fizeram de Akira uma referência técnica até mesmo décadas depois de sua produção. Com seu retorno aos cinemas, Akira mostra que algumas obras simplesmente não envelhecem. O filme continua relevante não apenas como um marco do anime, mas como uma produção que ajudou a redefinir a maneira como a animação japonesa poderia dialogar com o público mundial.
Distribuído pela Sato Company, Akira em versão 4K remasterizada chega aos cinemas brasileiros a partir de 27 de agosto, celebrando mais de 35 anos de influência e apresentando novamente ao público uma das maiores obras da história da animação japonesa.
Ficha técnica
Japão, 1988, 124 min
Direção: Katsuhiro Otomo
Roteiro: Katsuhiro Otomo e Izo Hashimoto


