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Marido de Aluguel estreia nesta quinta-feira nos cinemas com Maurício Manfrini

Maurício Manfrini troca os problemas cotidianos por uma sequência de confusões em “Marido de Aluguel”, comédia nacional que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 24 de setembro, com distribuição da Imagem Filmes. Dirigido e roteirizado por Paulo Fontenelle, o longa aposta principalmente no humor físico e na química entre personagens de personalidades completamente diferentes.

Ao lado de Manfrini estão Alexandre Lino e Danilo Moura, intérpretes de Agenor e Jorge. Os três formam um grupo construído a partir de contrastes bastante conhecidos da comédia: enquanto um tenta assumir o controle da situação, outro acaba atrapalhando; coragem e covardia, esperteza e ingenuidade também se alternam conforme os problemas aparecem.

Mariana Xavier completa o núcleo principal interpretando Alice. A personagem não assume simplesmente o papel de alguém esperando para ser resgatada. Disposta a solucionar seus próprios problemas, ela acaba mergulhando nas situações absurdas e nas confusões enfrentadas pelos demais.

A dinâmica entre os protagonistas está diretamente ligada às referências escolhidas por Fontenelle. O cineasta buscou inspiração em grupos e artistas que fizeram história com a comédia física, entre eles Os Trapalhões, Os Três Patetas e O Gordo e o Magro. A intenção, porém, não é apenas reproduzir quedas, perseguições, expressões exageradas e outras características desse tipo de humor. Para o diretor, parte da graça surge justamente porque os personagens não estão conscientemente tentando fazer o público rir.

“Eles estão sempre tentando resolver um problema ou solucionar uma situação surreal. É justamente a maneira como tentam resolvê-lo que provoca o riso”, explica Fontenelle. Outro elemento que o cineasta procura recuperar dessas referências é a relação de companheirismo entre os personagens. Mesmo diante das constantes discussões e diferenças, existe uma ligação que mantém o grupo unido.

Segundo Fontenelle, essa característica ajuda a fazer com que o público crie uma relação que ultrapassa as próprias piadas. Para ele, amizade, afeto e uma espécie de lealdade entre pessoas muito diferentes são fundamentais para que o espectador não apenas se divirta com aquela turma, mas também tenha vontade de fazer parte dela.

Marido de Aluguel também representa mais uma mudança de gênero na carreira de Paulo Fontenelle, marcada por projetos bastante distintos entre si. Na comédia, o diretor já trabalhou em títulos como “O Porteiro” (2023), “Se Puder… Dirija” (2013) e “Divã a 2” (2015). Sua filmografia também passa pelo terror com “Inverno” (2022) e “Intruso” (2009), além dos documentários “Sobreviventes – Os Filhos da Guerra de Canudos” (2010) e “Evandro Teixeira – Instantâneos da Realidade” (2003). Em 2025, Fontenelle voltou ao terror com o gore “Sala Escura” e também lançou o podcast “Tudo é Roteiro”.

Agora, em Marido de Aluguel, o diretor retorna à comédia explorando situações absurdas, conflitos cotidianos e personagens que precisam encontrar maneiras pouco convencionais de solucionar seus problemas. Mais do que uma sucessão de piadas, a proposta é recuperar uma tradição do humor popular em que as diferenças entre os integrantes do grupo são justamente aquilo que provoca as maiores confusões — e também o que mantém todos juntos.

“Marido de Aluguel” estreia em 24 de setembro nos cinemas brasileiros.

 

Jornalista profissional MTB nº 0100565/SP e fundador do ON Pop Life. Especializado em Cultura Pop, Geek e Asiática, produz notícias, reviews e coberturas de cinema, games, música, animes e grandes eventos de entretenimento.