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Ilhabela recebe a 6ª edição do Citronela Doc com mais de 550 filmes inscritos

Ilhabela recebe, entre os dias 25 e 30 de agosto, a sexta edição do Citronela Doc – Festival de Documentários de Ilhabela, que chega em 2026 com uma programação ainda mais diversificada e uma série de novidades. Com todas as atividades gratuitas, o evento amplia seu espaço para diferentes formatos e olhares do cinema documental, reunindo produções brasileiras, filmes internacionais, obras regionais, atividades para crianças, debates e encontros com profissionais do audiovisual.

Uma das principais mudanças desta edição é a transformação das Mostras Nacional e Regional em competições oficiais. Ao todo, o festival recebeu mais de 550 inscrições, com filmes provenientes de 12 estados brasileiros e do Distrito Federal, além de produções realizadas em cinco cidades do Litoral Norte e do Vale do Paraíba.

Na competição nacional, os realizadores disputam os prêmios de Melhor Longa-Metragem, Melhor Curta-Metragem e Menção Honrosa. Já a Mostra Regional terá premiações para Melhor Filme Regional e Melhor Filme de Diretor ou Diretora Estreante. A edição também contará com o Prêmio Utopia Docs, oferecido pela distribuidora internacional Utopia Docs, e o Prêmio Aquisição todesplay.

A avaliação ficará sob responsabilidade de um júri formado por profissionais de diferentes áreas do audiovisual, entre eles Tatiana Lohmann, Paulina Chamorro, Willen Dias, Erika Araujo, Lygia Barbosa e Paulo Delfini. A diversidade de experiências do grupo acompanha a própria proposta do festival de reunir diferentes perspectivas sobre o cinema documental brasileiro.

A programação nacional reúne oito longas-metragens que apresentam histórias e personagens de diferentes regiões do país. Entre os destaques está “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai, que teve passagem pela edição de 2026 do Festival Internacional de Cinema de Berlim.

Também integram a seleção “Na Passagem do Trópico”, de Francisco Miguez, filmado em Ubatuba; “O Pai e o Pajé”, de Iawarete Kaiabi, Felipe Tomazelli e Luís Villaça, vencedor do Prêmio Abraccine na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; e “Lendo o Mundo”, de Catherine Murphy e Iris de Oliveira, dedicado ao pensamento e à trajetória de Paulo Freire. Completam a competição “Apopcalipse Segundo Baby”, de Rafael Saar, que acompanha a trajetória da cantora Baby do Brasil ao longo de 18 anos; “Cartas para…”, de Vânia Lima; “Mãos à Terra”, de Sérgio Guidoux Kalil; e “VIVO 76”, de Lírio Ferreira, inspirado no histórico álbum Vivo!, de Alceu Valença.

A seleção de curtas amplia ainda mais a variedade temática do festival, reunindo trabalhos que abordam memória, povos indígenas, cultura afro-brasileira, violência de Estado, mineração, encarceramento juvenil e tradições populares.

Outro destaque é a Mostra Regional, que coloca em evidência realizadores do Litoral Norte paulista e do Vale do Paraíba. A seleção reúne sete filmes e reforça a importância da produção audiovisual feita fora dos grandes centros.

Entre os títulos estão “A Força da Raiz”, de Maria Sol Aranda; “Janelas da Memória”, de Yasmin Bilard; “Kaeté”, de Pedro Ciampolini; “Menina Moça e a Cobra de Duas Cabeças”, de Letícia Andra; “Narrativas ao Sol”, de Isabella Gonçalves e Thais Chaves; “Renato Canoeiro Caiçara”, de Dannyel Leite; e “Resíduos de Esperança”, de Roseane Moura. Com predominância de realizadoras mulheres, os filmes apresentam diferentes perspectivas sobre a região, passando por temas como identidade, memória, saberes ancestrais, cultura popular, sustentabilidade, relação com a natureza e mudanças provocadas pela crise climática.

Entre as grandes estreias da edição de 2026 está a Mostra Internacional, realizada em parceria com o Festival Internacional de Cine de Cartagena de Indias (FICCI), na Colômbia. Considerado o mais antigo festival de cinema da América Latina, o FICCI é conhecido por sua programação voltada à diversidade cultural e pela presença de produções de diferentes partes do mundo.

A parceria leva a Ilhabela uma seleção de filmes colombianos que passaram pelo festival entre 2025 e 2026. Entre eles está o longa “Andariega”, de Raúl Soto Rodríguez, que acompanha a vida nômade de uma trabalhadora da colheita de café e teve sua estreia no Festival Internacional de Documentários de Amsterdã (IDFA) e no FICCI. A mostra também apresenta os curtas “Decair”, de Juan Camilo González; “Filme Pin”, de Maria Rojas Arias e Andres Jurado; “Niña Chilapa”, de Juana Lotero; e “Sombras na Névoa”, de Pedro Pablo Vega Reyes.

Com exceção de Filme Pin, os títulos terão sua estreia brasileira no Citronela Doc. Já Sombras na Névoa terá ainda sua estreia internacional durante o festival em Ilhabela.

A programação também reserva espaço para encontros com nomes importantes do cinema brasileiro. Um dos principais destaques é a masterclass “O Problema do Documentário”, comandada pelo documentarista João Moreira Salles no sábado, 29 de agosto, das 11h30 às 13h, no Esporte Clube Ilhabela. A atividade será gratuita e aberta ao público, sem necessidade de inscrição prévia. Salles possui uma trajetória marcada por obras como Notícias de uma Guerra Particular, Santiago e No Intenso Agora, além de trabalhos recentes relacionados à experiência na Amazônia.

O festival também aposta na formação audiovisual por meio do Encontro de Realizadores, coordenado pela Escola de Cinema Citronela. Entre os dias 28 e 30 de agosto, serão realizados três dias de atividades formativas em parceria com instituições e organizações como Spcine, Sebrae, Icine, Ilhacine e Ilhabela Convention & Visitors Bureau.

A programação acontece em diferentes espaços de Ilhabela e busca aproximar realizadores, profissionais do setor e público interessado em conhecer mais sobre o mercado e os processos de produção audiovisual. Pensando também no público infantil, o Citronela Doc estreia em 2026 uma Mostra Infantil, realizada em parceria com o festival Recria Cine, com nove produções selecionadas especialmente para crianças.

O evento terá ainda uma Mostra Educativa, com nove sessões destinadas a alunos da educação infantil e dos ensinos fundamental 1 e 2 da rede pública de Ilhabela. As exibições serão realizadas no Cine Villa Bella & Clube, no Centro Cultural Waldemar Belisário. Além das sessões de cinema, o festival contará com debates, oficinas, apresentações artísticas e shows, ampliando a experiência para além da sala de exibição. Com uma programação que combina competição nacional, produção regional, cinema internacional, formação, atividades educativas e encontros com grandes nomes do audiovisual, o Citronela Doc 2026 consolida sua proposta de aproximar o cinema documental de diferentes públicos e valorizar novas vozes.

Durante seis dias, Ilhabela se transforma em um ponto de encontro para realizadores, profissionais, estudantes e apaixonados por cinema, com uma programação gratuita que destaca tanto produções já reconhecidas quanto novos talentos do documentário brasileiro e internacional.

6º Citronela Doc

de 25 a 30 de agosto, em Ilhabela (SP)

Entrada Gratuita
Locais:
Casa Barca – Avenida Pedro de Paula Moraes, 223
Esporte Clube Ilhabela – Av. Força Expedicionária Brasileira, 75

www.citroneladoc.com.br

Citronela Doc online

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Spcine Play e todesplay

Medidas de acessibilidade

>> Filmes com legenda descritiva e libras (consulte programação)

>> Todos os debates têm intérprete de libras

>> Espaço preparado para receber pessoas com deficiência e mobilidade reduzida

>> Equipe preparada para receber pessoas com deficiência

Jornalista profissional MTB nº 0100565/SP e fundador do ON Pop Life. Especializado em Cultura Pop, Geek e Asiática, produz notícias, reviews e coberturas de cinema, games, música, animes e grandes eventos de entretenimento.