O cinema brasileiro conquistou espaço em uma das mais importantes vitrines cinematográficas da Ásia. O Deserto de Luiza, novo longa-metragem dirigido por Alan Minas, foi selecionado para a Competição Oficial do 28º Festival Internacional de Cinema de Xangai, onde concorrerá ao Golden Goblet, principal prêmio do evento.
A produção marca o retorno de Alan Minas à ficção após uma década desde o lançamento de A Família Dionti, filme que consolidou o diretor no circuito de festivais internacionais. Produzido pela Caraminhola Filmes em coprodução com a Riofilme e a produtora britânica Union Content, o longa terá sua estreia mundial durante o festival chinês.
Ambientada no subúrbio do Rio de Janeiro, a trama acompanha Luiza, uma adolescente que enfrenta os desafios típicos da juventude ao mesmo tempo em que lida com questões muito mais complexas dentro de casa. Entre as descobertas do primeiro amor e o impacto causado pela doença mental da mãe, a jovem inicia uma jornada de amadurecimento marcada por dúvidas, responsabilidades e pela busca de sua própria identidade.

A narrativa aborda temas como saúde mental, relações familiares, afeto e autonomia, apresentando um retrato sensível das transformações vividas durante a adolescência. Segundo a equipe de produção, o filme explora o momento em que a transição para a vida adulta deixa de ser uma possibilidade distante e passa a se tornar uma necessidade urgente. Além de acompanhar os conflitos internos da protagonista, a obra também lança um olhar atento para a realidade contemporânea das famílias brasileiras, abordando com delicadeza os impactos emocionais provocados por situações de vulnerabilidade e sofrimento psíquico.

O diretor Alan Minas nasceu no Rio de Janeiro e construiu uma carreira marcada por projetos de ficção e documentário. Antes de estrear nos longas-metragens, dirigiu os curtas O Apito e As Mil Mortes do Cavaleiro. Em 2009, lançou o documentário A Morte Inventada – Alienação Parental, obra que ampliou sua visibilidade nacional. Seu primeiro longa de ficção, A Família Dionti, foi exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e conquistou o Prêmio da Audiência no FESTin Lisboa Film Festival. Posteriormente, dirigiu o documentário Você Não Sabia de Mim, exibido no DocLisboa em 2021.
Agora, com O Deserto de Luiza, o cineasta retorna à ficção levando uma produção brasileira para a principal competição do Festival Internacional de Cinema de Xangai, reforçando a presença do cinema nacional em importantes eventos do circuito mundial.
FILMOGRAFIA
2002 | A Encomenda (curta-metragem)
2004 | O Refém (curta-metragem)
2006 | Homens ao Mar (curta-metragem)
2009 | A Morte Inventada – Alienação Parental
2010 | A Língua das Coisas (curta-metragem)
2015 | A Família Dionti
2021 | Você Não Sabia de Mim
2026 | O Deserto de Luiza
ELENCO
Nina Prado | Luiza
Daniela Fontan | Soraia
Veronica Debom | Bel
Vivi Sabino | Yasmin
André Luiz Miranda | Arnaldo
Thelmo Fernandes | Tio
Lara Leão | Bia
João Victor Menezes | Tomaz
Andréa Mattar | Médica
Valéria Barcelos | Diretora da Escola
Anna Luiza Marques | Valéria
Gui Mendonça | Marcinho
FICHA TÉCNICA
Direção e Roteiro | Alan Minas
Produção | Daniela Vitorino
Coprodução | Natasha Murphy e Tony Humphrey
Produção Executiva | Daniela Vitorino, Natasha Murphy e Edmundo Tuckett
Fotografia | Bernardo Richter
Montagem | Alexandre Taira
Direção de Arte | Oswaldo Eduardo Lioi
Figurino | Marcela Poloni
Casting | Andrea Mattar
Trilha Sonora | Clower Curtis
Técnico de Som | Bruno Espírito Santo
Edição de Som e Efeitos Sonoros | João Curvello
Mixagem de Som | Gustavo Modesto
Efeitos Especiais | Roni Rodrigues
Concepção e Direção de Animação | Patricia Alves Dias
Gerente de Pós-produção | Elisa Bedran
Empresa Produtora | Caraminhola Filmes
Coprodução | Riofilme e Union Content
Título internacional | Luiza’s Desert
Gênero | drama
Duração | 100 minutos
País de produção | Brasil e Reino Unido
Ano de produção | 2026
Distribuição no Brasil | Vitrine Filmes


